terça-feira, março 13, 2007
O passado é hoje.
vivemos numa eterna inconstância, sempre em busca do novo, do atual e às vezes eu me pergunto onde diabos vamos chegar com isso? acho que estamos sempre em busca do perfeito, mas eu não acho que o "perfeito" se encontra lá (não que o perfeito exista, mas se caso existir não vai estar no novo), e sim, no antigo. pois como disse um filósofo, o qual não me recordo o nome, "nada se cria, tudo se transforma". é, podemos transformar algo "pra melhor", mas o que seria dessa busca sem o início? ou seja, o que seria "do melhor" se não houvesse "o pior"? nada. vivemos numa eterna dependência do que passou, incrível. quando conversamos, por exemplo, nos lembramos de fatos passados (não que eu ache isso ruim, de forma alguma, mas fico impressionada com a nossa eteeerna dependência). enfim, tudo que vivemos hoje é quase uma réplica do passado, sendo que "melhorado" (sim, o "melhorado" é entre aspas porque eu não sei se a nossa situação é melhor do que a de antigamente. tecnologicamente é óbvio que sim, mas humanamente é visível que não.). o passado é hoje.
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"Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma." Lavoisier.
ResponderExcluirno livro Água Viva de Clarice L. ela discuti sobre o 'intante-já', que o intante-já basicamente não existe, porque o que eu escrevo agora, já não é mais agora e passa a ser passado. enquanto eu estava escrevendo aquilo, era presente, agora já não é mais. por mais perto que esse passado esteja do presente AGORA. o passado não é hoje. o passado é agora {que já deixou de ser agora, pra outro agora de outro intante}.