segunda-feira, dezembro 27, 2010

a m o r

aquela sensação de se o prédio estiver desabando, está tudo bem. se faltar comida, está tudo bem. se faltar água, está tudo bem. se fizer frio ou calor, está tudo bem.
é um estar bem eterno e uma vontade de gritar e dizer para o mundo todo ouvir: o amor existe e ele está aqui comigo! aquele sentimento estonteante, que te deixa com as pernas bambas, com o corpo leve, com a pele corada, com o coração em ritmo de escola de samba. e sim! sem esquecer das tão faladas borboletas no estômago. até conhecê-lo, eu não atingia a imensidão dessa sensação. "borboletas no estômago... que sensação estranha deve ser", eu pensava. e, de fato, era-me estranha até conhecer um homem que trouxe consigo o amor e o apresentou e, de repente, se apossou de mim. então, um belo dia, essas borboletas pousaram no meu estômago e toda vez que ele vem em minha direção vestindo aquele sorriso lindo e aquele olhar urgente (ou quando ele simplesmente vem), elas acordam e voam de um lado para o outro dentro de mim.

e sim, o amor está aqui comigo. com todas as vogais, consoantes, fonemas e em todos os idiomas.

e é todo para ele.

terça-feira, novembro 16, 2010

domingo, outubro 31, 2010

Todo amor que houver nessa vida

você me faz um bem que eu jamais poderia imaginar que alguém pudesse me proporcionar. faz florir os sentimentos mais bonitos, mais verdadeiros e mais intensos que eu posso sentir. me faz entender que eu só me achei depois de te encontrar, que eu só comecei a trilhar o meu caminho depois que você cruzou ele. me faz achar sentido na vida, nas cores, nas músicas, nas poesias. me faz acordar com um sorriso no rosto porque sei, sei com toda a certeza que há em mim, que você está comigo. me faz sentir um aperto no peito quando está longe e me faz sentir borboletas no estômago quando se aproxima.
e sei lá o que seria de mim sem você. não tenho a mínima curiosidade de saber.

domingo, outubro 24, 2010

Right to be wrong.

e tem aquelas vezes que dá vontade de sumir do mundo. de jogar tudo pro ar e seguir. seguir um caminho completamente diferente pra ver se algo dá, finalmente, certo. afinal, errar cansa. são muitos tombos, desilusões, muitas quedas, mágoas pra uma só vida. dá vontade de gritar e ao mesmo tempo sofrer calada. o mundo não tem culpa.
mas o difícil é acreditar nisso.



"Got a right to be wrong
So just leave me alone."

domingo, setembro 19, 2010

Ele admira seu sorriso. Diz que seu corpo é lindo. Adora seu cabelo. Suas pernas. Beija sua mão. Beija seu rosto com um carinho ingênuo. Toca sua pele e faz você se sentir uma adolescente. Ele te abraça e muda o ritmo da sua respiração. Porque, na verdade, ele mudou sua vida. Ele não fez nada pra isso, mas te faz a pessoa mais feliz do mundo. Você não quer mais nada dessa vida. Quer ele. E só. Quer ele te abraçando com aquela mão macia. Com aquele corpo quente. Aqueles olhinhos brilhando do seu lado. Aquele olhar que fala sem palavras. Aquele sorriso mais do que fofo. Aquele cara que chegou e te rendeu sem o mínimo esforço. Por quem você abandonaria todos os outros caras interessantes que te ligam sábado à noite. Deletaria do seu celular todos os números de telefone. Por quem você largaria todas as outras propostas. Arriscaria começar tudo de novo. Ele é o cara pra quem você olha e pensa: fica na minha vida pra sempre?

Brena Braz.

segunda-feira, setembro 13, 2010


Without you i'm nothing.


Placebo.

sábado, agosto 14, 2010

"Assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor."

terça-feira, julho 20, 2010

Cheia de luz.
E o mais bonito foi quando ela descobriu,que podia ouvir e entender estrelas.
Só quem ama pode.

Caio Fernando Abreu.

terça-feira, julho 13, 2010

Gosto bom. Sorriram um para o outro e tudo estava certo outra vez.
E tudo tinha um gosto bom.

Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, junho 14, 2010

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. (…) Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia.

Caio Fernando Abreu.
Não posso me resumir porque não se pode somar uma cadeira e duas maçãs. Eu sou uma cadeira e duas maçãs. E não me somo.

Clarice Lispector.

quarta-feira, junho 02, 2010

eu entro nesse barco, é só me pedir. nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (…). eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (…). mas você tem que remar também. eu desisto fácil, você sabe. e talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. eu te ensino a nadar, juro! mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a tôa, que vale a pena. que por você vale a pena. que por nós vale a pena. remar. re-amar. amar.

Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, maio 21, 2010

“… Há impossibilidade de ser além do que se é - no entanto eu me ultrapasso mesmo sem o delírio, sou mais do que eu, quase normalmente - tenho um corpo e tudo que eu fizer é continuação de meu começo. A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais.”

Clarice Lispector.

terça-feira, maio 18, 2010

Leãozinho

'Para desentristecer, leãozinho, o meu coração tão só, basta eu encontrar você no caminho.'

Caetano Veloso.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.


Pablo Neruda.

sábado, maio 15, 2010

Nuvens

“Nuvens… Existo sem que o saiba e morrerei sem que o queira. Sou o intervalo entre o que sou e o que não sou, entre o que sonho e o que a vida fez de mim, a média abstracta e carnal entre coisas que não são nada, sendo eu nada também. Nuvens… Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero! Nuvens… Estão passando sempre, umas muito grandes, parecendo, porque as casas não deixam ver se são menos grandes que parecem, que vão a tomar todo o céu; outras de tamanho incerto, podendo ser duas juntas ou uma que se vai partir em duas, sem sentido no ar alto contra o céu fatigado; outras ainda, pequenas, parecendo brinquedos de poderosas coisas, bolas irregulares de um jogo absurdo, só para um lado, num grande isolamento, frias. Nuvens… Interrogo-me e desconheço-me. Nada tenho feito de útil nem farei de justificável. Tenho gasto a parte da vida que não perdi em interpretar confusamente coisa nenhuma, fazendo versos em prosa às sensações intransmissíveis com que torno meu o universo incógnito. Estou farto de mim, objectiva e subjectivamente. Estou farto de tudo, e do tudo de tudo. Nuvens… São tudo, desmanchamentos do alto, coisas hoje só elas reais entre a terra nula e o céu que não existe; farrapos indescritíveis do tédio que lhes imponho; névoa condensada em ameaças de cor ausente; algodões de rama sujos de um hospital sem paredes. Nuvens… São como eu, uma passagem desfeita entre o céu e a terra, ao sabor de um impulso invisível, trovejando ou não trovejando, alegrando brancas ou escurecendo negras, ficções do intervalo e do descaminho, longe do ruído da terra e sem ter o silêncio do céu. Nuvens… Continuam passando, continuam sempre passando, passarão sempre continuando, num enrolamento descontínuo de meadas baças, num alongamento difuso de falso céu desfeito.”


Bernardo Soares.

domingo, maio 09, 2010

“Estava permanentemente ocupada em querer e não querer ser o que eu era, não me decidia por qual de mim, toda é que não podia ser; ter nascido era cheio de erros a corrigir. Só tinha tempo de crescer. O que eu fazia para todos os lados, com uma falta de graça que mais parecia o resultado de um erro de cálculo. Na minha pressa eu crescia sem saber pra onde.”


Clarice Lispector.

domingo, maio 02, 2010

sábado, abril 17, 2010

domingo, abril 11, 2010

"But names, once they are in common use, quickly become mere sounds, their etymology being buried, like so many of the earth’s marvels, beneath the dust of habit."
Salman Rushidie.

sexta-feira, abril 02, 2010

Não quero lembrar.
Faz mal lembrar das coisas que se foram e não voltam. (…)
Mas a gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros.

Caio Fernando Abreu.

quinta-feira, abril 01, 2010

Acho que meu mal sou eu mesmo, esses círculos concêntricos envolvendo o centro do que devo ser. Mas só poderei me aproximar dos outros depois de começar a desvendar a mim mesmo. Antes de estender os braços, preciso saber o que há dentro desses braços, porque não quero dar somente o vazio. Também não quero me buscar nos outros, me amoldar ao que eles pensam, e no fim não saber distinguir o pensar deles do meu.

Caio Fernando Abreu (sempre ele).
Talvez consiga dormir. Talvez consiga acordar amanhã finalmente livre de tudo isso. Terei apenas um corpo, poucos pensamentos todos pequenos. Sei que foi inútil quando os vejo obstinados recomeçar e recomeçar sempre. Uma serpente que morde a própria cauda, um círculo infinito de enganos, Maya. Talvez não, perdeste a fé? Não te castiga assim, está tudo em paz. (…)

Caio Fernando Abreu.

sábado, março 27, 2010

Mas um dia ainda hei de ir, sem me importar para onde o ir me levará.

Clarice Lispector.

sábado, março 20, 2010

Não sou pra todos.
Gosto muito do meu mundinho.
Ele é cheio de surpresas,
palavras soltas e cores misturadas.
Às vezes tem um céu azul,
outras tempestade.
Lá dentro cabem sonhos
de todos os tamanhos.
Mas não cabe muita gente.
Todas as pessoas
que estão dentro dele
não estão por acaso.
São necessárias.
Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, março 03, 2010

(...)tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.

Clarice Lispector.

segunda-feira, março 01, 2010

Nothing else matters

Nada mais importa. O resto? Ah, os restos são restos. E não importam.

Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

The lovely bones [2]


The lovely bones




“Almost everyone begged 'please' before dying.”

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre-arbítrio um roteiro fixo, predeterminado, que não pode ser violado. Um roteiro interno que nos diz exatamente o que devemos ou não fazer, e obedecemos sempre, mesmo que nos empurre para aquilo que será aparentemente o pior. O “pior” às vezes é justamente o que deveria ser feito?

Caio Fernando Abreu.
sabe quando você tem certeza que tem algo pra dizer, desabafar, escrever e não sabe o quê? pronto.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

"A minha vida, a mais verdadeira, é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique."
Clarice Lispector.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

Clarice Lispector.
"I don't wanna miss one smile."
Aerosmith.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Mulher sem razão

"Ouve o teu coração batendo travado por ninguém e por nada."
Adriana Calcanhotto.

sexta-feira, janeiro 22, 2010


Para: www.rodagiganteroda.blogspot.com
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"Você sabe que vai ser sempre assim. Que essa queda não é a última. Que muitas vezes você vai cair e hesitar no levantar-se, até uma próxima queda."

Caio Fernando Abreu.

terça-feira, janeiro 19, 2010

"You know, I can't promise you things will turn out fine."

Corinne Bailey Rae

segunda-feira, janeiro 18, 2010

"Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo."

Caio Fernando Abreu.

sábado, janeiro 16, 2010

“Mas duas pessoas não se equilibram muito tempo lado a lado, cada qual com seu silêncio; um dos silêncios acaba sugando o outro, e foi quando me voltei para ela, que de mim não se apercebia. Segui observando seu silêncio, decerto mais profundo que o meu, e de algum modo mais silencioso. E assim permanecemos outra meia hora, ela dentro de si e eu imerso no silêncio dela, tentando ler seus pensamentos depressa, antes que virassem palavras.”

Chico Buarque.



quinta-feira, janeiro 14, 2010

"Aos poucos a gente vai mudando o foco. Nem pensa. Vai indo junto com as coisas."

...


segunda-feira, janeiro 11, 2010

"O coração, se pudesse pensar, pararia."
Fernando Pessoa.

terça-feira, janeiro 05, 2010



Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa única existência.
Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

"As vezes que tentei morrer foi por não suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo, mesmo que muitos não compreendam."

Caio Fernando Abreu.